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I S M S A FUNDAÇÃO O Instituto Secular Missionário Servas do Apostolado teve a sua aprovação como Pia União em 14 de Agosto de 1952. Antes da fundação, Maria Isabel percorreu longos caminhos na busca da vontade de Deus. Ainda muito nova, de 1924 a 1936, integra a "Obra das Senhoras", Obra de D. Luísa Andaluz, em Lisboa, onde desempenha o serviço de Vice Mestra de noviças e em simultâneo dedica-se ao trabalho de na "União Gráfica de Lisboa". Mas não era este o projecto de Deus para Mª Isabel. De 1937 foi convidada a associar-se à Obra Social de Monsenhor Freitas Barros, em Oliveira de Frades, Diocese e Distrito de Viseu, onde esteve até 1943. Maria Isabel, alegre e cheia de dinamismo, dispõe-se a servir na formação de raparigas, ministrando-lhes cultura religiosa e lavores. Naquela Diocese, Maria Isabel não se limita à pequena obra social, mas alarga a sua acção à Igreja local, como militante da Acção Católica, onde desenvolve uma notória acção na formação de leigos, conscientizando-os para o significado, valor e responsabilidade baptismal. Este duplo agir, o desenvolvimento social e a evangelização, são duas constantes na sua vida e irão marcar o nascimento do Instituto Secular. Por ordem dos superiores a Obra teve que fechar. Todos tiveram que dispersar. Umas jovens voltaram para suas casas, mas outras resolveram ficar com Maria Isabel. É no meio desta confusão que Maria Isabel se vê escolhida, por este pequeno grupo, para ser a sua formadora e orientadora, o que aceita com a responsabilidade e o dinamismo que lhe são próprios. Inicia a formação do grupo, em casa da Senhora D. Maria João Osório da Rocha e Melo, que não só emprestava a casa como ainda custeava as despesas do grupo nascente. É deste pequeno grupo que irá nascer o Instituto Servas do Apostolado. Maria Isabel vai para Viseu, com as jovens que a escolheram, e funda o primeiro “Lar de Estudantes”. Era Janeiro de 1944. Ali se juntaram mais três jovens, desejosas de seguirem o mesmo ideal apostólico. O Lar servia também para realizar as reuniões da AC. Desenvolvem uma intensa acção no lar, com encontros de formação para as utentes e outras. O Lar de Viseu
vai-se tornando pequeno demais e, além disso, Maria Isabel por mais que
desejasse não conseguia que o Bispo dessa Diocese aprovasse o Instituto.
Assim põe a hipótese de abrir outro Lar, mas agora na cidade do Mondego, o que
aconteceu em Setembro de 1951. D. Ernesto, acolheu bem esta ideia e em 25 de
Novembro de 1951 era legalizado o Lar. No ano seguinte, a 14 de Agosto de 1952 era
aprovado o Instituto com o nome de Instituto
Ancilla Domini ou Servas do Apostolado. Será um Instituto Secular.
Clarifica-se esse desejo depois da leitura da Provida
Mater Ecclesia aprovada em 1947. A definição de Instituto Secular só
consta nos Estatutos aprovados em 1965. Coimbra é, portanto, o berço do Instituto e foi nessa cidade que nasceram e se desenvolveram muitas das obras fundadas por Maria Isabel. Actualmente é em Coimbra que funcionam os Serviços Centrais e onde os seus membros se encontram mensalmente, para a formação específica.
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